Beneméritos
Beneméritos
A Misericórdia de Gaia orgulha-se de honrar e reconhecer todos aqueles que, ao longo da sua história, contribuíram de forma decisiva para o cumprimento da sua missão solidária. Os nossos Beneméritos representam um pilar fundamental na construção e no fortalecimento desta Instituição.
Graças às suas generosas ofertas, legados e doações, foi possível ampliar respostas sociais, melhorar infraestruturas, investir em recursos humanos qualificados e garantir um apoio mais digno, próximo e eficaz à Comunidade.

D. Cândida Soares Freitas Silvano
O primeiro grande legado à Misericórdia de Gaia surge a 28 de Abril de 1930, quando a Instituição foi contemplada com uma quantia avultada, já para a época, por parte da Benemérita D. Cândida Soares Freitas Silvano.
O valor deixado tornou-se o pilar económico que sustentou a criação da Farmácia da Misericórdia, bem como os primeiros Serviços Hospitalares, ambos estabelecidos no edifício Sede. A sua memória viria ainda a ser assinalada com um “In Memoriam” em mármore, colocado à entrada do edifício.
Salvador Ferreira Brandão
A 02 de Outubro de 1931, um ano antes do seu falecimento, Salvador Ferreira Brandão elabora o seu testamento, onde retrata a Misericórdia de Gaia como uma das suas herdeiras.
De entre o património legado à Instituição, destaca-se a Quinta da Chamorra, destinada a acolher um Asylo Salvador Brandão. É nesse legado que se encontra a origem do atual Lar Salvador Brandão, em Gulpilhares.
Joaquim de Oliveira Lopes
Foi um dos primeiros contribuintes para a fundação da Misericórdia de Gaia e, à data do seu falecimento, em 1935, integrava os segundos Corpos Gerentes como membro do Definitório.
No seu testamento, institui a Misericórdia de Gaia como herdeira de uma terça parte da sua herança. Em sua homenagem, a Instituição viria a inaugurar, em 1991, o Pavilhão Gimnodesportivo Joaquim Oliveira Lopes.
António Almeida da Costa e Emília de Jesus da Costa
Este casal distingue-se como exemplo de visão solidária e profundo sentido de responsabilidade social, deixando um legado marcante para a Comunidade e para a própria história institucional.
O testamento de António Almeida da Costa, redigido em 1915, estabelece as bases de continuidade do Asylo António Almeida da Costa e da Creche Emília de Jesus da Costa, cuja administração viria mais tarde a ser confiada à Misericórdia de Gaia.
D. Celina de Magalhães Tavares Bastos de Almeida Castelo Branco
Herdeira de uma grande fortuna e figura destacada da elite social gaiense, D. Celina deixa em testamento à Misericórdia de Gaia a sua Quinta do Vale, situada nas freguesias de Madalena e Valadares.
O seu desejo era que ali fosse criado um serviço de apoio à Comunidade, homenageando o pai, José Tavares Bastos. Dessa vontade nasce o que hoje conhecemos como Estrutura Residencial para Pessoas Idosas José Tavares Bastos.
Família dos Condes das Devezas
A ligação da família dos Condes das Devezas à Instituição é longa e estrutural. Alfredo Pereira Pinto de Castro Lemos, 2.º Conde das Devezas, integrou a Comissão Promotora e foi o primeiro Provedor da Irmandade.
Com os sucessivos testamentos e doações familiares, incluindo a Quinta das Devezas e outros bens, a Misericórdia de Gaia torna-se detentora de uma herança decisiva para o seu desenvolvimento, mais tarde homenageada nas atuais Residências Seniores Conde das Devezas.